Poesia: Alberto Caeiro

Esta a terceira edi o da poesia completa de Alberto Caeiro na s rie das obras de Fernando Pessoa publicadas pela Ass rio Alvim Bem agora aumentada de um novo poema e de corre es em certos versos, assim tentando avan ar na aproxima o mais limpa e respeitadora edi o poss vel de um conjunto de texto que constitui, talvez, o cerne po tico da obra de Fernando PesEsta a terceira edi o da poesia completa de Alberto Caeiro na s rie das obras de Fernando Pessoa publicadas pela Ass rio Alvim Bem agora aumentada de um novo poema e de corre es em certos versos, assim tentando avan ar na aproxima o mais limpa e respeitadora edi o poss vel de um conjunto de texto que constitui, talvez, o cerne po tico da obra de Fernando Pessoa Pelo menos, do Mestre que se trata, isto segundo a fic o dos heter nimos que nos transmitida pelo autor Ou seja o lugar de uma singularidade extrema em termos composicionais e ret ricos, que, al m disso, oferece a todos os que o lerem uma cura de felicidade.
Poesia Alberto Caeiro Esta a terceira edi o da poesia completa de Alberto Caeiro na s rie das obras de Fernando Pessoa publicadas pela Ass rio Alvim Bem agora aumentada de um novo poema e de corre es em certos versos assi

  • Title: Poesia: Alberto Caeiro
  • Author: Alberto Caeiro Fernando Pessoa
  • ISBN: 9788535902006
  • Page: 259
  • Format: Paperback
  • 1 thought on “Poesia: Alberto Caeiro”

    1. XXXIXO mistério das coisas, onde está ele?Onde está ele que não aparecePelo menos a mostrar-nos que é mistério?Que sabe o rio e que sabe a árvoreE eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas,Rio como um regato que soa fresco numa pedra.Porque o único sentido oculto das coisasÉ elas não terem sentido oculto nenhum,É mais estranho do que todas as estranhezasE do que os sonhos de todos os poetasE os pensamentos de [...]

    2. a) In the work of Caeiro, there is an absolute or anti-metaphysical objectivism. Not interested in what lies behind things. Refusal thought, especially metaphysical thought, saying that "thinking is to have sick eyes."b) Caeiro, poet of the gaze, tries to see things as they are, without giving them meanings or human feelings. Considers that things are as they are.c) Build a poetry of sensations, appreciating as good ones for being natural. For him, the thought just fake things.d) In a clear oppo [...]

    3. A poesia de Caeiro é algo mágica. Admito que nunca li algo como a poesia de Caeiro, que mentir não seria chamá-la a verdadeira utopia. A rejeição da rima e métrica mostra-se quase como uma rejeição do elitismo de pensamento, aderindo a uma poesia fluída, sem forma, acessível a todos, exatamente como a Natureza que canta e que todos podem apreciar. Não imita a Natureza, algo que Caeiro nunca conseguiria sequer ponderar, mas antes reflete os pensamentos - não, senão a própria forma [...]

    4. Even though Álvaro de Campos is my favorite of Pessoa’s heteronyms, I appreciate Alberto Caeiro very much as well. There’s so much the reader can take in and possibly learn from his words. I believe we all wish we were able to think like Caeiro at times, and it’s a good feeling to read the purity and honesty present in his words.

    5. Hoje revisitei Alberto Caeiro e os seus três contributos mais conhecidos: os Poemas Inconjuntos, o Pastor Amoroso e o Guardador de Rebanhos.Que dizer deste Poeta que nem se considera poeta e que é um paladino de NADA se dizer, precisamente porque o que se diz mascara a realidade daquilo que É?!Demos a palavra ao Poeta:Alberto Caeiro - “Poemas Inconjuntos”:“Dizes-me: tu és mais alguma cousaQue uma pedra ou uma planta.Dizes-me: sentes, pensas e sabesQue pensas e sentes.Então as pedras e [...]

    6. Meu heterónimo preferido do Pessoa, sem dúvida com quem mais me identifico. A minha edição é esta: europa-america/product_

    7. A poesia de Alberto Caeiro talvez seja um dos pontos altos da literatura ocidental e, certamente, da língua portuguesa. O poder lírico de Pessoa atinge um grau experimental na lírica deliciosa de Caeiro, que mistura a tradição poética mas a renega, criando uma harmonia de um certo niilismo bucólico, que ao mesmo tempo, compreende uma beleza da simplicidade e da obviedade.O uso do verso livre (que sepultou e sepulta tantos poetas) é a mestria suprema do conjunto de poemas de Caeiro, já q [...]

    8. Sempre sóbrio, em estado meditativo constante. Apaixonado pelas coisas como elas realmente são em seu sentido natural. Cada poema que eu leio, eu entendo um pouco mais de como funciona essa mente complexa e realista do Fernando, e é sempre uma surpresa bonita conhecer seu modo de pensar e as suas teorias tão singulares e para mim, verdadeiras. Amei este livro por todos estes motivos, mas como diria Fernando, eu o estou amando pelos motivos errados, deveria de amar por ser um livro e nada mai [...]

    9. Cruel, profundo e verdadeiro. Apesar de marcar como lido, não o considero acabado e nunca o considerarei. Como meu livro de cabeceira, eventualmente eu abro, leio alguns versos e interpreto da forma como recebo as palavras naquele momento.Caeiro (ou Pessoa) tem o domínio de refletir sobre a natureza das coisas, sobretudo o tempo. E sua reflexão se mostra triste e verdadeira.*Tenho o costume de andar pelas estradasOlhando para a direita e para a esquerda,E de vez em quando olhando para trásE [...]

    10. *Hoje de manhã saí muito cedo,Por ter acordado ainda mais cedoE não ter nada que quisesse fazerNão sabia que caminho tomarMas o vento soprava forte, varria para um lado,E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.Assim tem sido sempre a minha vida, eAssim quero que possa ser sempre --Vou onde o vento me leva e não meSinto pensar.*

    11. Definitivamente, uma obra maravilhosa.Alberto Caeiro é, com certeza, o Mestre de todos os demais."Creio no mundo como num malmequer. Porque o vejo. Mas não penso nelePorque pensar é não compreenderO mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo."

    12. "Acho tão natural que não se penseQue me ponho a rir às vezes, sozinho,Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousaQue tem que ver com haver gente que pensa E assim sem pensar, tenho a Terra e o Céu."Guardador de Rebanhos - XXXIV

    13. O instinto sagrado de nao ter theorias, embodied in poetry - Soares could say it well enough, even if Caeiro would have detested the Livro do Desassossego and its rhapsodies on language.

    14. Quando é que se termina um livro de poesia? Provavelmente nunca. Ou quando sabemos todos os poemas de cor. Parei muito antes dissoUm livro de muitas leituras, que recomendo vivamente.

    15. Não senti qualquer empatia com o heterónimo, infelizmente.Álvaro de Campos é sem dúvida o meu predileto.

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